domingo, 24 de setembro de 2017

Morreu Dom Manuel Martins, o "Bispo vermelho"


A diocese sublinha que Manuel Martins foi o primeiro bispo de Setúbal, nomeado em 1975.
Manuel Martins ficou conhecido por “bispo vermelho”, na crise dos anos 80, pelas denúncias de pobreza e de fome na região.

O perfil

Nascido em 20 de janeiro de 1927, em Leça do Balio, Matosinhos, Manuel da Silva Martins estudou no seminário do Porto e, mais tarde, na Universidade Gregoriana, em Roma.
Foi pároco de Cedofeita, nos nove anos de exílio do bispo do Porto António Ferreira Gomes (1960-1969), durante o Estado Novo, e foi vigário geral após o regresso do prelado.
Em 1975, um após o 25 de Abril de 1974, foi nomeado bispo da diocese de Setúbal, de onde só saiu 23 anos depois, em 1998.
“Nasci bispo em Setúbal, agora sou de Setúbal”, disse no dia da ordenação episcopal aquele que foi o primeiro bispo da diocese – criada a 16 de julho de 1975, em pleno `Verão Quente´ do Processo Revolucionário Em Curso (PREC) – e que acabou por se tornar uma voz incómoda para o poder político da época.
Para Manuel Martins, desses primeiros anos da sua passagem por Setúbal ficou um sentimento de dever cumprido e a convicção de que deu o seu melhor na luta pelas causas dos mais desfavorecidos.
“Quando cheguei a Setúbal, levava uma recomendação muito importante do bispo de Porto, António Ferreira Gomes, que me disse para tentar não aparecer como colonizador, para procurar mergulhar em Setúbal, ser de Setúbal, ser Setúbal. E, felizmente, isso aconteceu-me”, recordou Manuel Martins, enquanto partilhou, com a Lusa, em 2016, algumas histórias desses tempos conturbados.
Nessa conversa com a Lusa, recordou um episódio de troca de palavras com o então primeiro-ministro, Mário Soares.
“O Governo de Mário Soares dizia publicamente que em Setúbal não havia fome, que o bispo de Setúbal é que fazia fome. A comunicação social não me largava e um dia eu respondi dizendo que ‘se a fome era Nafarros e Belém, podíamos dar graças a Deus porque em Portugal não havia fome’”, lembrou.
Existia mesmo “fome em Setúbal”, assegurou o ‘Bispo Vermelho’, que é considerado um dos principais responsáveis pela ação que a igreja católica continua a ter na região de Setúbal, designadamente no apoio social aos mais pobres e excluídos.
Manuel Martins foi presidente da Comissão Episcopal da Ação Social e Caritativa e da Comissão Episcopal das Migrações e Turismo, e da secção portuguesa da Pax Christi.
Após a resignação, continuou a fazer conferências e palestras, sendo objeto de vários livros, como “História de uma Crise – Grito do bispo de Setúbal”, do jornalista Alcídio Torres, e o próprio também escreveu “Pregões de Esperança”, editado em 2014 e apresentado pelo ex-Presidente Ramalho Eanes.

A Casa de Trás-os-Montes e Alto Douro de Lisboa celebrou o seu 112º aniversário


A Casa de Trás-os-Montes e Alto Douro em parceria com a Fundação Marquês de Pombal, comemorou ontem o seu 112º aniversário, num espaço muito agradável, em Linda-a-Velha – no Palácio dos Aciprestes.
A sessão de abertura consistiu numa Missa em homenagem aos associados falecidos, pelas 10h45, e a apresentação de boas vindas a uma centena de associados, pelo presidente da agremiação, Dr. Hirondino Isaías, seguida de Almoço self-service com dois pratos deliciosos – um de peixe (bacalhau) e outro de carne, servido com vinhos da Região (Freixiel- Vila Flor). E no qual esteve presente o Dr. Isaltino Morais.
Durante a tarde, os associados conviveram em amena cavaqueira, ao som do Grupo de Concertinas Águias Vermelhas da Charneca da Caparica e do Grupo Maranus.
Foi ainda inaugurada a exposição coletiva de pintura “Diálogos” de José Augusto Coelho, Adelaide Monteiro e Vítor Higgs. A que se seguiram provas de vinho e de azeite.


sábado, 23 de setembro de 2017

É por estas e por outras que nunca votei nas “autárquicas”


Alberto Gonçalves - OBSERVADOR


De Norte a Sul, larguíssimas centenas de criaturas decidem publicitar na berma da estrada os seus inestimáveis préstimos em prol do bem colectivo. Como potencial usufrutuário dessas benesses, eu passo
Há dias, durante conversa enfadonha, descobri não saber quem é o presidente da câmara do município onde vivo desde que nasci. Suspeito tratar-se de um homem e, talvez, de um socialista. Porém, sinceramente ignoro se é novo ou velho, não o identificaria num alinhamento da polícia e não conseguiria acertar em qualquer dos seus nomes mesmo que me oferecessem cinco milhões de euros (não ofereceram).
E isto nada tem a ver com Matosinhos, o município em causa: de seguida reflecti dois minutos e concluí, com certa surpresa, que o meu desconhecimento do “star system” autárquico se estende a Portugal inteiro. Tenho ideia de que Rui Moreira preside ao Porto e de que um misterioso sujeito chamado Medina, anda, ao que me dizem, a cavar buracos em Lisboa. E só. No resto do país, o universo do dito “poder local” é para mim um nevoeiro de figuras indistintas, que penduram péssimas gravatas para aparecer a sorrir atrás de governantes igualmente baços ou do prof. Marcelo. E q23ue, de quatro em quatro anos, penduram cartazes extraordinários a enaltecer as próprias virtudes.
Os cartazes, e o portentoso aroma a Terceiro Mundo que a maioria dos ditos exala, são, no que me diz respeito, quase o único aviso de que as eleições autárquicas se aproximam. De Norte a Sul, larguíssimas centenas de criaturas decidem publicitar na berma da estrada os seus inestimáveis (ou seja, que nenhum indivíduo são é capaz de estimar) préstimos em prol do bem colectivo. Enquanto potencial usufrutuário de tais benesses, eu passo. Passo pelos cartazes e passo, com maior rapidez, pelos abundantes debates televisivos, nos quais bandos de anónimos (para mim, insisto) discutem bicicletas, “inclusão” e “progresso sustentável”. Julgo que até os antigos maias exibiam métodos de tortura menos cruéis.
Aqui chegado, é se calhar redundante confessar que não voto nas “autárquicas”. Nunca votei. Nunca estive sequer indeciso quanto ao exercício do dever cívico, que no meu particular entendimento implica cívica e obviamente em ficar em casa. De que me valeria optar por A em detrimento de B, C, D, E e F se A, B, C, D e E tentam convencer o povo através de promessas de aeroportos, estações de TGV a cada porta ou 600 km de ciclovias? E se F se dedica a alucinações ainda mais destrambelhadas? Antigamente, as aldeias possuíam o seu maluquinho oficial. Hoje, as campanhas das “autárquicas” indiciam que os maluquinhos são inúmeros e concorrem todos a cargos políticos.
Em abono da verdade, convém notar que, após as eleições, esses transtornos emocionais cedem lugar à realidade. Infelizmente, a realidade não é muito melhor. Para A, B, C, D e E (F, entretanto, foi internado), consiste na edificação de pavilhões inúteis, no patrocínio de “certames” (inevitavelmente “patentes” nos pavilhões), na “implantação” de rotundas, em encomendas de obras “artísticas” (entulho para enfeitar as rotundas) e nas gerais maravilhas do serviço público, consubstanciadas nos trinta e sete meses que a junta demora a remendar um canteiro. Sobretudo as autarquias existem para providenciar um salário aos autarcas, uns favores aos compinchas que ajudaram a eleger os autarcas e uns empregos à quantidade de munícipes suficiente para, em teoria, assegurar a reeleição dos autarcas.
A fim de sustentar estas vitais manigâncias, as autarquias cobram impostos, de que não consigo fugir excepto para a cadeia ou as Caraíbas. Em suma, pago os impostos, necessários à sobrevivência das instituições necessárias à cobrança dos impostos. Mas imaginar-se que, de brinde, legitimaria o saque com o meu Domingo e o meu voto já é forçar a nota. Por regra, esqueço-me simplesmente de que é dia de eleições e faço o que me apetece. Por sorte, este ano a CNE e o governo resolveram condicionar os horários do futebol e, de modo inadvertido, sugerir-me um programa de ocupação dos tempos livres. É aproveitar, que o tempo começa a ser pouco. E a liberdade também.

Nota de rodapé:
Uma destas noites, sonhei que levava a Natalie Portman a jantar fora. Guardo os pormenores comigo. Na noite seguinte, sonhei que, por insondáveis processos, assistia a uma reunião do comité central do Bloco de Esquerda, onde um@ dúzi@ de sujeit@s pessimamente lavad@s escolhia a medida mais “fracturante” e demente a impôr ao parlamento, perdão, ao governo, perdão, ao país. Partilho os pormenores convosco.
— E se, dizia um@, criminalizássemos o uso de bikini na praia, por discriminação das muçulmanas que, no usufruto da sua liberdade, desejam banhar-se tapadas até ao cocuruto?
— Acho pouco, dizia outr@. E se, além disso, obrigássemos toda a gente a vestir “burkini”, a fim de prevenir a desigualdade de género?
— Nem pensar, já que essa atitude pressupõe o género apenas binário, claramente um constrangimento fascista.
— Exacto! Temos de inserir a não-binaridade no debate!
— Claro que sim. Até o Facebook, que é americano, logo fascista, inventariou 56 géneros.
— Significa então que precisamos de estipular 56 vestuários de praia?
— E 56 lavabos nos cafés das imediações?
— No mínimo!
— E com multas pesadas para os recalcitrantes!
— O que quer dizer recalcitrantes?
— Depois vês, mas pergunto-me se fará sentido discutir um tema tão pertinente fora da época balnear.
— Pois, é quase Outubro… Mas então vamos discutir o quê?
— Talvez a mudança de sexo das crianças ou assim…
— Isso, isso. Vamos obrigá-las todas a mudar para o oposto!
— E qual é o oposto de cada um dos 56 géneros?
— É pá, não compliques…
— E se algumas crianças não aceitarem mudar coisa nenhuma?
— É porque são vítimas de uma socialização retrógrada.
— E fascista, não te esqueças.
— Desculpem: e fascista.
— Não levem a mal, mas não há hipóteses de as crianças não quererem mudar de sexo?
— Criança não tem querer!
— E se apenas permitíssemos que as crianças decidissem?
— Só permitir não tem piada…
— E se proibíssemos os pais de opinar a propósito?
— Isso sim, é falar!
— E se os pais que discordarem forem processados?
— Pelos próprios filhos? Espectacular!
— Ficamos então por aqui: os putos transformam-se na Guida Scarlatty aos 16 anos e os paizinhos calam-se.
— E os outros 54 géneros?
— Agora não chateies, pá… Já viste as horas?
— Desculpem. Fui um bocado fascista.
— Pois foste, mas já passou. Não se esqueçam que para a semana vamos debater a legalização do casamento com moluscos.
— Excelente. Quantos géneros têm os moluscos?
— Vai chatear o Camões… Tenho de me despachar para apanhar o miúdo na escola.
— O miúdo não quer mudar de sexo?
— Levava um estaladão…
— Um fascista, é o que tu és.

Cocó e Ranheta no “descongelamento” das Carreiras


Bastou que uma sondagem viesse trazer más noticias para a governança, para logo surgir o alarde sobre o “descongelamento” das Carreiras. É que sobre o aumento das pensões, os portugueses estavam conversados!
As primeiras noticias, atestavam que seriam “descongelados” os funcionários que há mais anos estivessem com a sua Carreira congelada. A solução mais justa, diga-se. Mais correcta eticamente, e mais funcional.
Bastou uma noticia (ilusória) da agência Standard & Poor’s, para desdizerem o dito. Ou seja, para começarem a engendrar esquemas ao estilo socrático!
Não os ensinem no dia um de Outubro e receberão como troca a agenda desta gente sobre esta questão – a promoção dos amigalhaços e a despromoção de gente de mérito com as mais elevadas qualificações!
Nada nos surpreende quando o que parece estar em causa são os “negócios” de Cocó e Ranheta. Porque a Facada é mais subtil e faz menos alarde!

Nota de rodapé:

O que a Standard & Poors fez passados dois anos de governação desta gente, foi o que fez em 2015 com o governo de então. E, nessa altura, a Forbes disse qualquer coisa! Os dados recentes do INE comprovam que o crescimento económico vem em crescendo desde 2015, ao concluir que o actual crescimento económico é consequência do crescimento de 2015 que já se situava em 1,8%!
Já agora convém dar uma palavrinha aos avençados como Pacheco Pereira, entre outros, que enchem as algibeiras á custa de papalvos. Este cavalheiro que progrediu na vida à custa do Partido Social Democrata, vomita uma verborreia inconcebível por quem lhe deu colo. E, com a narrativa da aldrabice, manipula o discurso do Diabo, tratando os portugueses como atrasados mentais.
1 – Em Julho de 2011, se o governo social democrata e democrata cristão não toma conta do país, esse cavalheiro (e os outros comparsas que o acompanham) já não recebia o vencimento, porque tecnicamente o país estava na BANCARROTA! Literalmente FALIDO!
2 – Entre 2011 e 2014, o governo social democrata e democrata cristão teve que seguir um roteiro rigoroso, imposto pelos credores, a quem os socialistas deviam 75 BILIÕES!
3- Em 2014, esse governo pagou a divida socialista de 75 BILIÕES aos credores.
4 – Em 2015 o país estava em condições de crescer, como o demonstrou recentemente o INE. Já estava a crescer 1,8%.
5 – Quando o presidente do Partido Social Democrata falou no DIABO, estava obviamente a referir-se ao caminho trilhado pela a actual governança em 2016.
6 – De facto, o DIABO não chegou (mas espreita!) porque a governança actual arredou esse caminho suicida, mantendo a austeridade necessária com as cativações. Ou seja, como muito bem refere Rui Ramos numa bela metáfora (que serve para todas as profissões), tirou aos doentes para dar aos enfermeiros!
E, por ora aqui nos ficamos. Se há papalvos que gostam de feno, nós preferimos a cevada! Ou o trigo! E preferimos ler Edmund Burke do que ouvir os Pachecos desta República das Bananas, onde tudo se faz para não dar a conhecer ao POVO, a lista dos devedores da CAIXA GERAL de DEPÓSITOS! Sobre isto o sr. Pacheco (e camaradas de luta) nem pia.


sexta-feira, 22 de setembro de 2017

Abel de Lacerda Botelho e a invocação de Camões «Transmontano»


BARROSO da FONTE
Talvez os meus leitores me julguem um bairrista doentio por dar este título à minha crónica quinzenal. Mas não é verdade. Luís de Camões, sendo o autor Português mais conhecido de todos os tempos, ainda se presta a muitas dúvidas e em diversos ângulos existenciais. Nomeadamente quanto às origens. Celebra-se em 10 de Junho, erradamente, o Dia de Portugal e das Comunidades. E até se guarda feriado nacional. Apenas e só pelo facto de ele ter falecido nesse dia. Ora antes dele já Portugal existia graças a Afonso Henriques e a Nuno Álvares Pereira, para somente relembrar os dois mais façanhosos generais Portugueses.
Trago este tema à liça por dois motivos: acabei de conhecer mais uma inspirada obra do sócio Honorário da Academia de Letras de Trás-os-Montes e Doutor Honoris Causae, pela Universidade «Pro-Deo» de Nova Iorque (2002), Abel de Lacerda Botelho. Nasceu em Vila Real, em 13 de Maio de 1944, licenciou-se em Direito na Universidade de Coimbra. Diplomou-se em Direito Internacional Comparado, em Estrasburgo (1968) e, foi oficial miliciano durante quatro anos, prestando serviço em Moçambique, entre Dezembro de 1969 e Dezembro de 1971. Dessa obra de 212 páginas, a que chamou: Re-velando os Lusíadas, desenvolve um ensaio filosófico que galvaniza, emociona e profetiza os conceitos, as diretrizes e as coordenadas da Portugalidade em alta definição.
Este desígnio patriótico é inato na personalidade do Abel de Lacerda que certamente lhe corre nas veias e nos cromossomas do leite materno. Terá sido essa seiva que o levou a criar, em 1986, a Fundação Lusíada e em 2001 a Ordem de Ourique – Associação Promotora da Portugalidade. Embora radicado em Lisboa, como jurista de longo curso, lidera estas duas prestigiadas Instituições culturais de que é responsável nacional e que congregam à sua volta, alguns dos poucos valores imateriais que enformam o orgulho de ser Português.
Este seu emocionante livro acaba de vir a público em duas edições distintas, uma das quais especial. Em capa dura, de 153 exemplares numerados e rubricados pelo Autor. A coordenação editorial tem o cunho do conhecido editor e autor Paulo Samuel e a edição traz a chancela de Trás-os-Montes- Atlântica Nova, bem com os símbolos da Fundação Lusíada e da Ordem de Ourique.
Resta-me referir que não devo deixar de adicionar a edição nº 17 da Revista Aquae Flaviae, referente a Junho de 1997 que dedica as suas 224 páginas integralmente dedicadas à «Família Flaviense de Luís Vaz de Camões». Joaquim Veríssimo Serrão, no prefácio que assina nessa edição da Revista, credibiliza quanto se escreveu em abono da tese do nascimento de Camões em Vilar de Nantes. Há vários e qualificados estudos que apontam a zona do Alto Tâmega como berço do patriarca da Língua Portuguesa.
                                                     

Um retrato de Torga traçado por Barroso da Fonte


Por: Costa Pereira - Portugal, minha terra

BARROSO da FONTE
Em post divulgado no dia 11/8/17 no blog Portugal, minha terra, Barroso da Fonte faz referência ao seu relacionamento com mais três notáveis transmontanos que em vida honraram a gesta nas letras e na ciência: Miguel Torga, Magalhães Gonçalves e Mário Carneiro. Foi-me dado saber então que à  volta disso já Barroso da Fonte havia escrito um opúsculo onde registou esses contactos que tornou em documento e dele falou por ocasião da data em que se fosse vivo Miguel Torga faria 110 anos, nesse dia, 12 de Agosto. Nasceu em 1907.
"Tive a sorte - diz ele - de ser um dos privilegiados em conviver com Miguel Torga.
Quando regressei de Angola, como militar, em Junho de 1967, fixei-me em Chaves, como professor eventual de Liceu e Chefe de Redacção do semanário «Noticias de Chaves». Em fins de 1968 troquei as aulas do liceu pelo Centro de Emprego. Durante cerca de um ano fui o único funcionário. E o estatuto da antiguidade deu-me a possibilidade de ser o responsável, durante viários anos, tendo contribuído para patrocinar o ingresso de alguns colegas e até para indicar, como médico de higiene e segurança no trabalho, o Dr. Mário Gonçalves Carneiro que retirava algumas horas à  dedicação quase exclusiva às Termas de Chaves ".
Mão amiga - digo eu - ao saber da minha admiração e estima por essas personagens da cultura, e em particular pelo autor do opúsculo, teve a gentileza de trazer ao meu conhecimento retalhos desse trabalho de Barroso da Fonte que li e achei oportuno engendrar um post meu à volta do tema. Tanto mais que estão em cena figuras que muito enobreceram a minha região transmontana e a cultura nacional.
De Torga ressai o que já dum seu colega em medicina, o saudoso Dr. Assis Pacheco, me havia confidenciado e B. da Fonte deixa confirmado: "O director das Termas de Chaves que tarda em ser homenageado como o «pai» das renascidas instalações balneares, desde há duas décadas hospedava, na sua Casa da Rua Direita , o Dr. Adolfo Correia da Rocha. Este sempre vivera à « boleia», ora para o estrangeiro, ora no seu próprio reino Maravilhoso. Fora assim nas termas do Gerês, nas Águas de Carvalhelhos e, naquela altura, nas Águas de  Chaves. Nada pagava nos tratamentos, tinha comida e dormida, de graça, na casa pessoal do então director Mário Carneiro“ . -  Não é defeito é modo de economizar enquanto os amigos assim o entenderem....
 Foi o Dr. Mário Carneiro quem apresentou Torga a Barroso da Fonte e este quem apresentou Torga a Fernão de Magalhães Gonçalves  que tinha ganho o 1º prémio nos Jogos Florais de Chaves. "Por essa altura apresentei-o ao Fernando de Magalhães Gonçalves que tinha ganho o 1º prémio nos  Jogos Florais de Chaves que eu passei a organizar, desde 1978. Foi esse estudo sobre o Telurismo na obra de M. Torga que os tornou amigos para o resto da vida. F.M. Gonçalves foi, segundo Torga, o ensaísta Português que melhor interpretou a obra Torguiana". Um retrato de Torga traçado por Barroso da Fonte.

quinta-feira, 21 de setembro de 2017

Casa de Trás os Montes celebra aniversário no Palácio dos Aciprestes

A Casa de Trás-os-Montes e Alto Douro em parceria com a Fundação Marquês de Pombal promove a Festa dos 112 Anos da Casa de Trás-os-Montes e Alto Douro.

A Casa de Trás-os-Montes e Alto Douro em parceria com a Fundação Marquês de Pombal promove, no próximo dia 23 de setembro, a Festa dos 112 Anos da Casa de Trás-os-Montes e Alto Douro.
O valor de participação no almoço será de 20 euros para adultos e 12,50 euros para crianças.
Confirmação de presença através do email geral@ctmad.pt ou através do telefone 217 939 311 até 18 de Setembro (2ª-feira) das 14h30 às 19h30.

Programa:

10h45 -  Sessão de Abertura
Missa no Palácio, em homenagem aos associados falecidos.
Apresentação de boas vindas aos sócios pelos Presidentes da Direcção e Assembleia.
Almoço self-service sujeito a inscrições
Atuação do Grupo de Concertinas Águias Vermelhas da Charneca da Caparica
Atuação do Grupo Maranus/baile
Inauguração da exposição coletiva de pintura “Diálogos” de José Augusto Coelho, Adelaide Monteiro e Vítor Higgs.
Provas de vinho e de azeite.
Entrega de medalha aos sócios com 40, 50 ou mais anos de associado.
Atuação do Grupo Maranus/baile
20h00 – Encerramento.

Super Interessante - Extra


A Super Interessante é uma revista interessante. Trata assuntos de relevância, em áreas distintas do conhecimento humano. Está no mercado há mais de duas décadas. Por vezes lança números especiais, como o Extra do mês de Setembro. Custa 3 euros e 95 cêntimos.
Contudo, como outras do género, enferma por omitir dados cruciais na história da Humanidade recente. Ao terror Nazi e ao Holocausto, dedica, e muito bem, páginas inumeráveis e números próprios. Já não faz o mesmo em relação ao Gulag soviético e ao terror leninista e estalinista. Embora tenha dedicado um número especial à Revolução Russa.
No número extra deste mês, por exemplo, na página 28 publica uma foto de Hitler, com a Torre Eiffel em plano de fundo. A Hitler dedica mais um texto, intitulado “governantes loucos”, ilustrado com fotografia na página 94. A ele comparam-se alguns reis, mas sobre Lenine e Estaline, nada!
Mais curioso ainda, é o produzido na página 58, no capitulo “Guerras”, sobretudo no capitulo “Milhões de vitimas”. São dados 10 exemplos de acontecimentos onde se perderam milhões de vidas. Sobre os Gulag soviéticos e sobre o terror de Lenine e Estaline, nada! E sobre os campos chineses no deserto de Gobi ainda menos. Salvam a honra do convento com uma pequena referência ao terrorismo moderno na página 53. Mas incidem apenas sobre Bakunine e os anarquistas. E então sobre o terror leninista e estalinista, não se diz uma palavra? E sobre o de Mao?

A Standard & Poor's (S&P), a subida notação da dívida portuguesa, e o limiar de nova BANCARROTA


Em 2011 o país entrou em BANCARROTA, como se pode ver AQUI. Esse facto obrigou o governo socialista de Sócrates a pedir 75 BILIÕES de empréstimo. Para isso, o governo que lhe seguiu foi forçado a cortar os vencimentos (para os conseguir pagar), nas pensões (segundo a regra matemática da proporção – ou seja, cortar mais aos que mais podiam), e por aí adiante. A coligação das esquerdas (PS, PCP e BE) agora no poder, alardeou durante dois anos aldrabices sobre esta questão. E, principalmente o BLOCO, pela voz da dona Catarina alardeou um aumento das pensões. É que o que está em causa são dois (2) milhões de votos!
Recentemente a Standard and Poor’s subiu a notação da dívida portuguesa. Mas não foi a primeira vez que o fez.
Convém, portanto, recuar no tempo, antes de tornarmos à Standard & Poor's (S&P). Lembram-se da primeira vez que Portugal foi aos mercados, depois da BANCARROTA, ainda como ministro o primo do beato Louçã? À época, Portugal não tinha crédito algum, e essa primeira tentativa estava alicerçada em terreno pantanoso deixado pelos socialistas! Colocava-se em dúvida o sucesso da operação. E os socráticos não tardaram a desestabilizar a operação. Porém, a dita foi um sucesso. O primeiro sucesso do governo português à época, liderado por Passos Coelho, coadjuvado por Paulo Portas.
Lembram-se? Pelos vistos, a memória do indígena luso é fraca. Nem se lembra, por exemplo, da primeira vez que a Standard & Poor's (S&P) subiu a notação da divida portuguesa, ainda no governo de Passos Coelho. Ao tempo, neste espaço, escrevíamos: “A Standard & Poor's (S&P) elevou o rating soberano de Portugal, que estava dois níveis abaixo de "lixo" (BB), para o primeiro patamar da chamada categoria de investimento especulativo (BB+). Ou seja, ficou a apenas um nível de sair do chamado "lixo". E neste mesmo espaço se escrevia em Setembro de 2015, na governação de Passos Coelho e Portas: “Revista Forbes distingue Portugal como o melhor para investir”.
Convém lembrar que certas “personalidades”, nesse tempo, eram criticas em relação à notação das agências. Mas hoje desdizem o que disseram. Qual o crédito de gente deste género?
E qual o crédito de gente que hoje “governa”, que faz tanto alarde, com tanto foguetório pela recente subida da notação da divida portuguesa pela agência Standard & Poor's (S&P)? Não lhes disseram ainda que estamos a milímetros de um segundo resgate? Do limiar de nova BANCARROTA?

Bibliografia de Jorge Lage


JORGE LAGE
Há notícias que nos alegram e nos dão alguma tristeza. Ontem o Gerente da Livraria Minho em Braga pediu-me 4 livros, «Falares de Mirandela», para um médico meu amigo mirandelense e a residir em S. Pedro do Sul. Pensava eu que ainda teria duas dezenas e afinal só tinha mesmo os 4!
Assim, anuncio-vos mais um livro meu ESGOTADO, O «Falares de Mirandela». Sobre Mirandela apenas fico com umas dezenas de exemplares de «Mirandela Outros Falares», publicado recentemente, para ir satisfazendo alguns leitores e compromissos.
Por um lado, fico feliz por aquele meu livro ser tão apreciado/solicitado e por outro fico triste por ser «obrigado a dizer não» a quem o pedir.
Sugestão de leitura para quem não lê ( e gosta de ler) os meus textos no jornal «Notícias de Mirandela»:

em «tempo caminhado» -

Apresentação do livro, Mirandela Outros Falares, em Mirandela e na Torre Dona Chama

e no www.netbila.com -

Bôlas Calcadas e

Festas da Senhora do Amparo

Os meus livros:

1 - «A Castanha Saberes e Sabores», com 3 edições - Esgotado

2 - «Castanea uma dádiva dos deuses», com 2 edições - Restam alguns exemplares

3 - «Mirandelês» (em co-autoria), - Esgotado
4 - «As Maias entre mitos e crenças», - Esgotado
5 - «Falares de Mirandela», - Esgotado
6 - «Memórias da Maria Castanha», - Restam algumas dezenas de exemplares
7 - «Maria Castanha Outras Memórias», - Restam poucas dezenas de exemplares
8 - «Mirandela Outros Falares», - Restam poucas dezenas de exemplares

Nota 1 - Todas as edições são de autor ou dum Município, recusando entregar os livros às editoras, apesar de algumas ofertas interessantes.
Os meus livreiros e só estes:
Livraria Minho - Braga

Livraria Traga Mundos - Vila Real

Livraria Académica - Porto
Livraria Varadero - Porto
Livraria Rosa d'Ouro - Bragança (só para as opções 2, 6 e 7)
Livraria Aguiarense - V. P. de Aguiar
Antígona de Isabel Viçoso - Chaves
Livraria Cristina - Mirandela (só para a opção 7 e 8)
Livraria Dinis - Valpaços (só para a opção 7)
Saudações,

Jorge Lage