quinta-feira, 23 de fevereiro de 2017

Zeca Afonso morreu há 30 anos


É um ícone, um símbolo da liberdade. Mas quando passou a património político, a sua música foi quase esquecida. É altura de nos prostrarmos perante o génio musical de um homem que era incapaz de tocar um instrumento. Um homem ferido desde a infância, que se esforçava por ser justo, sofria de insónias e que, com ou sem dinheiro, perseguido ou não, sonhava dia e noite com música - toda a música, da Beira Baixa a Moçambique. Fomos à procura de José Afonso: o dos discos e o humano. Não a estátua.
Quando em 1968 José Afonso entrou nos estúdios da RDP, no Monte da Virgem, Gaia, para gravar aquele que seria o seu segundo LP e primeiro pela Orfeu, Cantares do Andarilho, estaria muito possivelmente longe de imaginar que aquele punhado de canções iria pôr em marcha duas revoluções: uma de ordem musical, rompendo com tudo o que havia para trás na música portuguesa, outra de ordem política, visto a sua obra ter servido de bandeira de contestação ao antigo regime.

E do baú dos sempre-em-pé saiu o homem novo!


Santana Castilho - Público

Os professores estão treinados para aguentar as espertezas e os ziguezagues da geringonça educativa. Mas olhe que estão “congelados”, em salários e carreiras, há uma década.

Quando vi a apresentação do Perfil dos Alunos à Saída da Escolaridade Obrigatória, lembrei-me do primeiro-ministro mais divertido da época democrática, de sua graça Pinheiro de Azevedo, e da resposta vernácula que deu a propósito do sequestro de que foi vítima. Não a escrevo, por decoro. Contenho-me para não a soletrar como contributo único que o perfil merece, em sede da discussão pública que ora decorre. Pinheiro de Azevedo imaginava-se rodeado de gonçalvistas. Eu sinto-me sequestrado por pedabobos que querem redesenhar a realidade. Falo para si, secretário de Estado João Costa, que o seu ministro limitou-se a saltar para o estribo do comboio em movimento.
A questão não é o perfil de saída dos alunos. É o seu perfil de entrada. São todos os problemas trazidos para o interior da escola, cuja solução não lhe cabe, muito menos sem meios nem autonomia. Fixe o que lhe digo. Se por parte dos professores se verificar uma adesão acrítica à sua modernidade bacoca e ao seu piroso homem novo, não exulte. Preocupe-se. Significará isso que a classe atingiu o auge da desistência. Ou da resignação. Escolha a palavra.
Disse o senhor que o novo perfil do aluno é um documento que faltava para dar conteúdo ao alargamento da escolaridade obrigatória. Errou. Bem ou mal, goste ou não goste, o que dá conteúdo ao prolongamento é o plano de estudos vigente e os programas disciplinares das diferentes áreas que o compõem. O referencial de competências que agora sintetizou não vai além da reposição de conceitos banais, de aceitação pacífica, há muito presentes na cartilha geral dos professores. É uma apropriação, mal disfarçada, de máximas expressas em publicações não citadas (vide, por todas, The National Curriculum in England. Key Stages 1 and 2. Framework Document. Department for Education. September, 2013) e em duas publicações, uma da UE (Key Competences for Lifelong Learning – A European Reference Framework), e outra da OCDE (Future of Education and Skills: Education 2030), mal aludidas num texto presunçoso, sem um parágrafo sequer de referências bibliográficas. Definindo um perfil de chegada, permitirá, se permitir, aferir se o plano de estudos contribui ou não para ele. Mas não confere, coisa nenhuma, qualquer conteúdo ao prolongamento da escolaridade. Não confunda velocidade com toucinho, senhor secretário de Estado.
Disse o senhor, depreciando-o, que o último prolongamento da escolaridade obrigatória foi um acto administrativo. Voltou a errar. Um secretário de Estado não pode abrir a boca e dizer o que os pés pensam. Esse prolongamento não foi uma iniciativa do chefe da repartição de finanças do seu bairro. Foi uma lei da Assembleia da República (Lei nº85/2009), aprovada com os votos do PS, PCP, BE e PEV e a abstenção do PSD e do CDS/PP. A isso chama-se um acto político. Aquilo a que chamou acto administrativo não está assinado por um trio de amanuenses. Está assinado pelo Presidente da República, pelo Presidente da Assembleia da República e pelo primeiro-ministro.
Perguntou o senhor, publicamente: “Será mesmo compatível com o desenvolvimento científico-tecnológico dos últimos anos termos uma Europa com refugiados a morrer às suas portas ou uma população estudantil no seio da qual observamos um aumento da violência no namoro?” Respondo-lhe com duas perguntas: que tem isso a ver com o seu pomposo Perfil do Aluno para o Século XXI? Crê que a partir dele cada adolescente português vai partilhar haveres com dois sírios e um iraquiano e enviar rosas diárias à namorada?
O secretário de Estado João Costa louva as suas “aprendizagens essenciais” ao mesmo tempo que critica as “disciplinas estruturantes” de Nuno Crato. Afirmações suas, justapostas a afirmações do seu patusco ministro, tornam a coisa cómica. Disse o primeiro que o perfil faz parte de um puzzle, de que as aprendizagens essenciais são peça fundamental. Disse o segundo que acabaram os saberes essenciais. Em que ficamos, meus senhores?
O documento está agora em consulta pública. Para quê, senhor secretário de Estado? O óbvio não tem discussão. Se escrever um papel a dizer que os políticos não devem roubar e que as mulheres não podem ser violadas, acha que alguém decente vai discordar? Se se tratasse de saber como conseguir tais desideratos, talvez pudéssemos dar achegas. Mas nesse quadro, como é hábito nas consultas públicas, as decisões estão tomadas. O senhor já as anunciou.
Resumindo, senhor secretário de Estado, do baú dos sempre-em-pé saiu um eloquente de múltiplos saberes, Guilherme de Oliveira Martins, para coordenar 11 sábios e três consultores extra. Esse comité de notáveis demorou seis meses para parir um papel que, expeditamente, um par de horas de copy/paste bem dirigido faria. Não deixa de ser curioso que a prosa, holofote futurista com implícita menorização do passado, tenha ido colher âncora a um pensador que tem hoje 96 anos e tomado por referência sete postulados de uma obra que o mesmo escreveu há 17. Com humildade marota, o senhor transformou a coisa em referencial moderníssimo, que salvará o futuro. Com essa humildade, reflicta no que lhe vou dizer.
Ainda o senhor era imberbe e já os professores mais velhos tinham passado por múltiplos programas e conteúdos, objectivos gerais e específicos, unidades didácticas, pedagógicas ou lectivas, conforme a moda, pedagogia por objectivos e objectivos sem pedagogia, ensino centrado no aluno nas semanas pares e nos professores nas ímpares. Quando aquilo a que chama “currículo flexível” se chamou “gestão flexível do currículo”, já lá vão 18 anos, assistiram a estratégias cirúrgicas de remoção de obstáculos para que a rapaziada passasse toda. Mais recentemente resistiram às “competências básicas” doutros operacionais da sua turma e à paranoia dos milhares de metas de Nuno Crato. Depois disso tudo, estão treinados para aguentar as espertezas e os ziguezagues da geringonça educativa e, agora, os seus “perfis de competências”. Genericamente até me parece que se têm deixado embalar pelo seu discurso redondinho. Mas olhe que estão “congelados”, em salários e carreiras, há uma década e as suas pós-modernices não derrogam o aforismo popular: honrarias sem comedorias são gaita que não assobia.

quarta-feira, 22 de fevereiro de 2017

MP pede escusa de Rui Rangel

Esta noticia do jornal i é preocupante. Uma ministra deste cavalheiro, a dona Lurdes Rodrigues também foi ilibada por uma delegada do partido socialista, como vinha na imprensa séria.

Município de Lugo quer eucaliptar



JORGE LAGE
Pede-me o meu amigo Padre Fontes
Se alguém pode ir (ou souber de quem) a Lugo (o Município de Lugo quer eucaliptar) expor as leis portuguesas sobre os eucaliptos. Para tal, entra em contacto com o Padre Fontes (hotel_mourilhe@iol.pt) que o porá em contacto com uma organização galega.
A organização ambiental galega quer alguém conhecedor da legislação portuguesa sobre eucaliptos.
Eucaliptar a nossa paisagem sem regras é um «crime ambiental». Infelizmente no rectângulo luso fizeram-se muitas asneiras que rimam com fogueiras. Os poderosos lobbies portugueses da florestação e da indústria dos incêndios são quem mais ordenam, bem acima dos políticos que vão tutelando a floresta.
Pelo que sei, e pelos estudos feitos na Galiza (Pontevedra ?), é 5 (cinco) vezes mais rentável plantar castanheiros do que eucaliptos. Se alguém tem dúvidas pergunte ao I&D das Hifas da Terra (Eng. Francisco Ana-Magán).

Saudações,
Jorge Lage
jorgelage@portugalmail.com

Bragança abre Centro de Interpretação Sefardita

CULTURA

Abriu esta segunda-feira, em Bragança, um espaço dedicado à história e à memória dos Judeus em terras transmontanas.

Afonso de Sousa / TSF

O Centro de Interpretação Sefardita, situado no núcleo histórico da cidade, pretende dar a conhecer as vivências dos "cristãos novos" desde o século XV até hoje, e mostrar os aspetos culturais e sociais das privações diárias dum povo perseguido que deixou muitas marcas em Trás-os-Montes
Pode-se dizer que o espaço abre na rua dos museus. Ao fundo da "Abílio Bessa" está o centenário Museu Abade de Baçal e "paredes meias" com este novo Centro Interpretativo da cultura Sefardita encontra-se o Centro de Arte Contemporânea Graça Morais.
A casa, estreita de dois andares, recebe-nos com uma oliveira estilizada em toda a parede direita do rés-do-chão. É uma árvore grande feita de muitas pequenas meias bolas escuras que, dentro de cada uma, têm inscritas as localidades por onde passaram comunidades de Judeus. Do lado esquerdo cinco painéis recordam-nos a vida de alguns dos principais investigadores da cultura Judaica em Portugal. Estão lá Orlando Ribeiro, Leite de Vasconcelos e o transmontano Abade de Baçal.

terça-feira, 21 de fevereiro de 2017

Barroso - Resgate da Memória na Obra de Bento da Cruz


CÂMARA MUNICIPAL DE VILA REAL / Grémio Literário Vila-Realense

EVOCAÇÃO DE LUÍSA DACOSTA


                No dia 16 de Fevereiro de 2017 (em que Luísa Dacosta completaria 90 anos), o Grémio Literário Vila-Realense realizou uma sessão em que foram evocadas a figura e a obra da notável Escritora vila-realense.
                Esta merecidíssima evocação constou de uma palestra pela Dr.ª Maria Hercília Agarez sobre o tema “Luísa Dacosta: Uma voz desassombrada com pronúncia do Norte” e da abertura da exposição “O ano do nascimento de Luísa Dacosta em Vila Real”, que recorda o que de mais relevante aconteceu aqui no ano de 1927. Foi ainda editada uma edição fac-símile de Província, o primeiro livro de contos de Luísa Dacosta.
                Na sessão, que foi presidida pela Vice-Presidente e Vereadora da Cultura, Dr.ª Eugénia Almeida, estiveram presentes as três filhas de Luísa Dacosta — Cristina, Alexandra e Ana Madalena, e uma neta, Susana — que ofertaram ao Grémio Literário um lote de obras de literatura infantil da autoria da homenageada. A sessão teve casa cheia, a demonstrar o interesse da nossa cidade pela sua Escritora.
      

CÂMARA MUNICIPAL DE VILA REAL / Grémio Literário Vila-Realense


Parabéns ao Padre Fontes!

JORGE LAGE
Não sei se os meus amigos visitaram o blogue http://tempocaminhado.blogspot.pt/ do ilustre amigo Armando Palavras, que se «passeia» pela linha de Cascais, mas acho que o coração se divide entre Freixo (o da grande Espada) e arredores do Bairro Latino (rima com ladino na rivalidade com Vila Real). O amigo Doutor Armando editou uma pequena mensagem minha para o amigo Barroso da Fonte e lá está.
Com estes actos solidários do nosso ilustre freixanista vamos cimentando os laços de amizade e solidariedade entre os que nos une a paisagem, o chão, a amizade e um profundo visco sociológico.
Para mim, os transmontanos e alto-durienses não são bem, bem a mesma coisa, do resto do rectângulo luso, há mais qualquer coisa que nos cria laços de vizinhança e de grande família.
Por isso, estava eu há pouco mais de um mês no «chek-in» do aeroporto de Montreal e as malas da família, enquanto no aeroporto anterior foram pesadas e calculadas para nos roubarem mais uns dólares, a Senhora do Balcão recebeu os passaportes e leu «Bragança». Pronto já está tudo.
Depois com um sorriso aberto, feliz e brilhoso, disse-nos: - nós, os trasmontanos, somos muito despachados!
Mas, eu estava a dar os parabéns ao nosso querido Padre Fontes, que amanhã acho que pega em «duas candeias» para celebrar ou naquele número mítico e bíblico, jogando-se parabolicamente com o sete.
Não tenho palavras, pelo afecto e ternura que tenho com quem tanto lutou e luta pela Nossa Terra e que os ronhosos dos políticos e suas comanditas tentam menorizar.
Para essa gente que se governa em vez de governar a luta do Padre Fontes não tem expressão.
Quer queiram, quer não, sem o Padre Fontes Montalegre, o Barroso, Trás-os-Montes e Alto Douro e o país não eram tão conhecidos, nem admirados.
Embora eu não tenha necessidade de certas receitas naturais do Barroso e de outras paragens, tenho alguma qualidade de vida devido aos tratamentos naturais que faço e na minha vida há o antes e depois e não são dois ou três produtos naturais com que me avenho...
Ignorantes na nossa cultura popular são todos os que a desprezam por mais doutorices de disfarce se adornem.
Obrigado Padre Fontes e parabéns por mais um aniversário que a 22 de Fevereiro se eleva, celebra e louvamos! Que se repita «setenta vezes sete».
Nota: Desta vez, antecipei-me ao meu «hiphone», que amanhã me vai lembrar.

Jorge Lage 

segunda-feira, 20 de fevereiro de 2017

A Biblioteca à noite


Alberto Manguel foi leitor de Borges, o escritor argentino que deveria ter recebido o Nobel da literatura, mas não recebeu. Em 2013 a “Tinta da China”, publicou um livro curioso de Manguel e Guadalupi, que nos dá sempre um prazer enorme de consulta quando necessário: “Dicionário de lugares imaginários”.
Manguel é um bibliófilo do “catano”. A sua mítica biblioteca pessoal possui cerca de 40 mil volumes (ou mais). E dessa biblioteca transporta-nos para o mundo dos livros, de sonhos remotos ou actuais. Para o mundo enigmático e fascinante das bibliotecas na história do mundo.
A sua actual biblioteca, diz-nos logo nas primeiras páginas, foi um templo dedicado a Dionísio no tempo dos Romanos, e no século XV foi um celeiro de uma pequena colina do sul do Loire. E desse antigo pequeno celeiro, Manguel revisita Lucano no século I descrevendo Júlio César caminhando pelas ruinas de Tróia. Á noite, folheando esses livros, recordam-se fábulas remotas orientais como a de Zadig e cidades míticas como Samarcanda. Mas também se folheiam obras mais recentes como as de Voltaire.
E nas conversas com os seus amigos, Manguel diz-nos que a biblioteca de Montaigne ficava no terceiro andar da sua torre, num “antigo espaço de arrumos”. Ali havia passado a maior parte dos dias da sua vida, mas nunca lá esteve de noite. Ao contrário de Manguel que frequenta a sua de noite, na companhia de Keats, Virginia Woolf e tantos outros, sem esquecer Hermann Hesse ou Walter Benjamin. Ou Safo, a poetisa grega de Lesbos, ou Chalamov e os seus contos de Kolimá.
De lá avistamos a mítica biblioteca de Alexandria, ouvimos as suas histórias (contadas por Estrabão) e observamos a sua destruição. Ou a de Pérgamo que foi uma imitação da do antigo Egipto. Do nada surge Calímaco que há mais de 22 séculos havia utilizado a primeira classificação alfabética de uma biblioteca, um dos mais notáveis bibliotecários de Alexandria, poeta admirado por Propércio e Ovídio e autor de mais de 800 livros e um catálogo de 120 livros de autores gregos mais importantes da biblioteca, depois da referência à maior enciclopédia do mundo, a Yongle Dadian, encomendada no século XV pelo imperador Chengzu.
Sabemos da história de Melvil Dewey e da do antigo templo de Dionísio. Como são ordenados os livros ou os autores. Juntam-se amigos de todos os tempos, como Borges e Bioy Casares, ou Goethe e Schiller. Deles dependem a organização das várias bibliotecas como a de Lionel Johnson que inventou prateleiras suspensas no tecto, ou a de Althorp cujas estantes alcançavam alturas vertiginosas. Mas sabemos ainda das irresponsabilidades praticadas em algumas, incluindo a biblioteca do Congresso e a biblioteca Britânica, sujeitas aos “criminosos do microfilme”.
Mas as bibliotecas são acumulação de conhecimento. No ano de 764, a imperatriz japonesa Shotoku, mandou imprimir quatro dharani-sutra. E dez séculos depois, Diderot, em 1751, retomou o projecto de Shotoku com a Encyclopédia.
O livro embarca numa viagem de sonho pelas bibliotecas da Mesopotâmia do rei Assurbanípal, entre 668-633 a.C., pelas bibliotecas de Carnegie, pelas de Chinguetti em pleno deserto, pelas das grutas em Mogao, a de Adolf Hitler, ou as mais recentes burrobibliotecas das zonas rurais da Colômbia
Foi um dos melhores livros, sobre o tema, que lemos em 2016.   Armando Palavras

Aniversário de BARROSO da FONTE - 19 de Fevereiro - 2017


JORGE LAGE
Meus caros Amigos!
Depois de um bom naipe de amigos ter dado os parabéns, ao nosso ilustre amigo, Dr. João Barroso da Fonte, lá venho eu quase ao cair do pano rotativo do planeta Terra, para dizer que não me esqueço, nem nunca me poderia esquecer, porque o silêncio, muitas vezes, quer dizer bem mais que palavras de circunstância.
Desde que o conheci pessoalmente ou trocámos correspondência nunca arredei pé e o Dr. Barroso da Fonte sabe que nunca desisto de defender os bons amigos. Os bons amigos, como o Dr. Barroso da Fonte, a quem tanto devo, e a quem tanto a nossa região deve. Depois, ao dia do seu aniversário, que coincide com datas e factos importantes, como a Muralha Fernandina, a fundação do Ateneu Portuense, protestos e justas lutas do povo broeiro e sei lá quantas mais...
Nesta data, três anos antes de eu nascer, era o primeiro dia de um grande Montalegrense, Barrosão, Alto-tameguense, transmontano e luso, o Dr. Barroso da Fonte que, como a maioria de nós, subuiu a pulso a nodosa e escorregadia «corda da vida».
Os meus parabéns, com um sentido abraço.
Nota: neste dia faz a minha neta Laurinha, 23 meses de vida.
Abraço para todos os seus muitos amigos,

Jorge Lage

jorgelage@portugalmail.com
Citando José Gonçalves <jmbg@portugalmail.pt>:
MUITOS  PARABÉNS AMIGO!
19 é importante também, porque, é o dia em que nasceu João Barroso da Fonte e, sem ele, o Jornalismo, Barroso, e inúmeras outras Instituições, não seriam o que são!
Obrigado Ilustre Amigo, pelo muito que tem realizado.
Desejo, mais um dia 19 de Fevereiro, muito Feliz e com Boa Saúde.
Abraço
Zé Mª Gonçalves

Citando João Barroso da Fonte <barrosodafonte@gmail.com>:
Amigo (s): partilho esta condição de incapacidade para 79. 78 já cá cantam. Daqui a mais um, se cá estiver, mandar-lhe-ei um abraço. Foi  o cronista da biblioteca do Porto que se lembrou de me avisar.  Barroso da Fonte
---------- Mensagem encaminhada ----------
De: Adriano Silva <adrianocronista@gmail.com>
Data: 18 de fevereiro de 2017 às 09:03
Assunto: Fwd: FW: 19
Para:

Hoje é dia de dar os Parabéns ao jornalista Barroso da Fonte!

19 de fevereiro de 1835 – Única reunião da Associação “Amigos das Artes”, fundada no Ateneu D. Pedro (Museu Portuense), na atual Biblioteca Pública, participando João Gandra, bibliotecário da BPMP. Biografia no “Boletim dos Amigos do Porto”, 2015, p. 129-145.

19 de Fevereiro de 1906 – Carta de Alberto MacBride a Luís da Câmara Reis, onde «desculpa-se pelo seu silêncio, justificando-se, por ter apanhado uma gripe e pela participação num baile organizado pelos alunos de medicina, tecendo comentários a respeito». Espólio Alberto de Serpa na BPMP: cota M-SER-1304[28].

19 de fevereiro de 1916 – Tumultos em Avintes (V.N. de Gaia) por causa da carestia do milho (“Germinal”, mar.1916, p. 61; consultável na BPMP na cota P-A-1594).

19 de fevereiro de 1917 – Carnaval na prisão: por se terem mostrado nas ruas, com os seus trajes regionais ou fantasias anacrónicas, são presas 24 pessoas, sendo 21 do sexo feminino. Estas insólitas prisões dão conflitos com a polícia (“O Tripeiro”, fev.1967, efem.).

19 de fevereiro de 1926 – As Muralhas Fernandinas, construídas de 1374 a 1376 (no reinado de D. Fernando), apesar de terem sido iniciativa do Rei D. Afonso IV em 1336, são declaradas Monumento Nacional por Decreto 11.454. Tinha 6 portas, 27 torres, 7 postigos e c. 5000 metros. Ainda existem 3 troços: o dos Guindais, o das Virtudes ao S. João e da Ribeira na Rua de Cima do Muro. De acordo com o Porto a Património Mundial (p. 114-115) apenas restam 2: o pano de Santa Clara (restaurado nos anos 20) e o de S. João Novo.


19 de Fevereiro de 1929 – Bilhete postal de Raúl Proença a Luís da Câmara Reis, onde «pede ao destinatário que responda ao M.M. sobre o guia dos Açores. Sabe que fez uma conferência no "Grémio dos Açores" e que seria importante esse auxílio para o guia dos Açores. Em relação à Madeira e Continente está tudo pronto. Diz enviar mais um artigo com muito sacrifício». Espólio Alberto de Serpa na BPMP: cota M-SER-972[13].

19 de Fevereiro de 1929 – Bilhete postal de Rodrigues Lapa a Câmara Reis, onde «agradece a encomenda que entregou a sua sogra; fala sobre seu livro, pedindo que lhe envie as provas e mais a folha 8, pois precisa dela para fazer o índice, a lista de correções e os aditamentos; pergunta ao destinatário quando pensa em ir a Paris, pois poderia servir de guia a seus sogros durante a viagem». Espólio Alberto de Serpa na BPMP: cota M-SER-1159[12].

19 de Fevereiro de 1932 – Carta de Luís Proença a Câmara Reis, onde «fala da urgência em trazerem rapidamente seu irmão Raul para Portugal, uma vez que recusa todos os alimentos, sendo opinião dos médicos, que a viagem se faça por mar; pede que enviem o dinheiro para a viagem dele e do enfermeiro que o acompanhará; fala a respeito de dinheiros que irá receber e com o qual o destinatário poderá contar». Espólio Alberto de Serpa na BPMP: cota M-SER-967[5].

19 de Fevereiro de 1935 – Carta de João Gaspar Simões a Alberto de Serpa, onde «diz que não sabe se a próxima Presença será impressa em Coimbra, pois requereu para ser colocado na Imprensa Nacional de Lisboa; o lugar em Coimbra não é bem pago nem tem nenhum futuro material no horizonte; pergunta se não haverá no Porto algum jornal que queira artigos literários do Autor, pagos; pede ao destinatário que procure os senhores da "Civilização" e lhes diga que, ou eles dão a novela do Autor ou pagam 100$00, que é o preço acordado pela publicação; se eles derem a novela, irá revê-la e mandá-la para o "Momento"; descobriu uma pequena conferência feita na Academia de Lisboa, que se chama "Da inutilidade de Arte" e aso não se importem de publicar conferências, enviá-la-á». Espólio Alberto de Serpa na BPMP: cota M-SER-1249[11].

19 de fevereiro de 1936 – Morre José Pinto Leite, aos 74 anos, fundador do estabelecimento “A Noiva” e que durante 26 anos trabalhou em prol da Ordem da Trindade.

19 de Fevereiro de 1936 – Carta de [José Rodrigues] Miguéis a Luís da Câmara Reis, onde «fala de sua solidão, e do seu trabalho; refere o seu novo romance dizendo que ainda não tem nome, mas, para si, passará a ser "Baltasar"; diz ter sido o destinatário responsável por este caminho da escrita que trilhou na "Seara Nova"; para que lhe possam dar o visto de imigrante, terá de provar à policia americana que possui meios de subsistência, atreve-se, a pedir-lhe, uma carta que justifique a proveniência de um dinheiro que alguns amigos lhe depositaram na conta; essa carta, deverá confirmar o recebimento de uma determinada quantia, pela compra dos direitos do seu romance "Baltasar" e, possuir carimbo da "Seara Nova" - (empresa); pergunta se o Lapa não poderia fazer o mesmo pelo "Diabo", como última prestação de "Uma aventura Inquietante"» (Espólio Alberto de Serpa na BPMP: cota M-SER-743[52]).

19 de fevereiro de 1937 – Alguns membros da Câmara vão ao atelier de Henrique Moreira apreciar a escultura “O Salva Vidas”, que vai aformosear a Esplanada da Foz (“O Tripeiro”, fev.1987, efem.).

19 de fevereiro de 1939 – Nasce, em Montalegre, Barroso da Fonte, mestrado em Filosofia, militar em Angola, diretor da antiga Direcção-Geral da Comunicação Social do Porto, vereador da Câmara de Guimarães (1986-90), diretor dos Paços dos Duques de Bragança e Castelo da Fundação (1990-95), diretor do jornal “O Comércio de Guimarães” (1984-94) e de “Poetas e Trovadores”, “A Voz do Combatente” e da revista “Gil Vicente”, colaborador em vários jornais e autor de livros. Fundou o GI – Gabinete de Imprensa, em 3 de março de 1976, juntando diretores de jornais diários e de jornais locais. Criou cursos de jornalismo e acreditou jornalistas, antes do Governo ter criado o cartão profissional. Os jornais do G.I. podem ser consultado na BPMP nas cotas P-C-678 e P-C-701, mas se quiser saber tudo, pesquise no catálogo online da BPMP, disponível em http://bibliotecas.cm-porto.pt, por assuntos: Jornalismo – Periódicos (Barroso da Fonte, “O Conquistador”, 14 out.2016, última pág.).

19 de fevereiro de 1939 – Cortejo de Carnaval dos Fenianos anima as ruas do Porto (“O Tripeiro”, fev.1989, efem.).

19 de fevereiro de 1945 – Apresenta-se o novo projeto do Cinema Batalha, do arq. Artur Andrade. O balcão em cimento armado será uma novidade (“O Tripeiro”, fev.1995, efem.).

19 de Fevereiro de 1948 – Nasce Fonseca, em Matosinhos, guarda-redes do F.C.Porto, como pode ser lido na sua biografia no nº 38 (1978) da revista Ídolos, na BPMP, cota: P-A-432.

19 de fevereiro de 1955 – Entrudo de Carnaval com 2,8º negativos (“O Tripeiro”, fev.2005, efem.).

19 de fevereiro de 1957 – Reabertura do Cinema Trindade (“O Tripeiro”, fev.2007, efem.).

19 de fevereiro de 1958 – Causa sensação o caso de um pobre desgraçado que procurava comida no lixo e é absolvido pelo juiz Quintela (“O Tripeiro”, fev.2008, efem.).

19 de fevereiro de 1959 – Morre o escultor Diogo de Macedo, de Gaia, diretor do Museu Nacional de Arte Antiga. Morrem 5 marítimos da Barra do Douro e 2 da Póvoa, tendo, os que se salvaram, nadado hora e meia (“O Tripeiro”, fev.2009, efem.).

19 de fevereiro de 1960 – Morre, na sua casa em Belinho (Esposende), o poeta António Correia de Oliveira (“O Tripeiro”, fev.2010, efem.).

19 de fevereiro de 1963 – Em reunião da C.M. do Porto discute-se sobre os mais de 20 kg que pesam os cestos de frutas transportados pelas mulheres. Aprova-se o Plano para alargamento da rua Duque de Loulé e Zona Industrial de Ramalde (“O Tripeiro”, fev.2013, efem.).

19 de fevereiro de 1974 – Nasce, no Porto, Joana Areal, realizadora com vários prémios. Biografia em “O Porto e as suas Mulheres” de Beatriz Pacheco Pereira, p. 96-103.

CEMITÉRIO DE ALDOAR. Bol. C.M.P, 39(2001) 17/8/1974: 706 (aberto concurso para a 2ª fase da obra de acesso ao cemitério; Acta da Reunião de 19/2/74);

19 de Fevereiro de 1975 – Morre o arquiteto Francisco Keil do Amaral, fundador da Arquitetura Paisagística Portuguesa e do Parque de Monsanto. Se quiser saber mais sobre ele pode consultar na BPMP as cotas D8-12-2[55], 72AMARk e 7b 004455. Se quiser saber o que há de arquitetura na BPMP, pesquise no catálogo online da BPMP, disponível em http://bibliotecas.cm-porto.pt, por assuntos: Arquitetura – Periódicos. Porque uma biblioteca sem assuntos é um cemitério de livros (inacessíveis aos leitores).

19 de Fevereiro de 1997 – Morre o cientista e professor Rómulo de Carvalho, também conhecido pelo pseudónimo poético de António Gedeão, de quem existem mais de 130 obras no catálogo online da BPMP.

19 de fevereiro de 2000 – Baptismo, na Sé, de Dinis de Santa Maria Miguel Gabriel Rafel Francisco João de Bragança, o 3º filho de D. Duarte de Bragança e D. Isabel de Herédia, com 500 convidados, entre eles os príncipes da Bélgica (Filipe e Matilde), após o que se seguiu uma receção no Palácio da Bolsa e uma festa popular no Mercado Ferreira Borges, onde o ponto alto foi a distribuição de um bolo com 150kg de peso, por mais de 100 escuteiros (JN, 20/2/00: 13).

19 de Fevereiro de 2016 – Morte de Umberto Eco, filósofo e escritor italiano que escreveu: «Um dos mal-entendidos que dominam a noção de biblioteca é o facto de se pensar que se vai à biblioteca pedir um livro cujo título se conhece. Na verdade acontece muitas vezes ir-se à biblioteca porque se quer um livro cujo título se conhece, mas a principal função da biblioteca, pelo menos a função da biblioteca da minha casa ou da de qualquer amigo que possamos ir visitar, é de descobrir livros de cuja existência não se suspeitava e que, todavia, se revelam extremamente importantes para nós» (ensaio A Biblioteca, dado no Curso de Bibliotecário na Universidade de Coimbra).
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O Cronista
Morada no Sonho das Meninas Lindas