terça-feira, 22 de agosto de 2017

revista «Raízes» aborda obra de Jorge Lage



 A revista «Raízes», que completou 3 anos de vida a informar, a promover e a divulgar Trás-os-Montes e Alto Douro. É uma revista de qualidade, a cores e com a periodicidade mensal (contactos: geral@revistaraizes.pt e sítio http//www.revistaraizes.pt.
Na secção «Cultura», páginas 28 e 29, da edição de Agosto, fala sobre o «longo ciclo de estudos» sobre a castanha de Jorge Lage e do seu último livro sobre o tema. Seguem as páginas onde vem publicado o trabalho do autor de Mirandela.






segunda-feira, 21 de agosto de 2017

As suas inconfundíveis buzinadelas orais.


Por: Costa Pereira Portugal, minha terra

 Na sexta-feira, 18, recebi a visita de um casal de sobrinhos que de terras alentejanas passaram por aqui para ver os tios. Enquanto a Isabel Cristina mais a tia Saudade ficaram a preparar o jantar, fui com o Tó- Zé tomar um cafezinho às  Piscinas, e de seguida, para abrir o apetite, dar um passeio até ao parque ecológico do Pisão, onde  além  da azenha, também o forno da cal são motivo de atracção.
Após o jantar, com o frango da Idalina, quem depois de fazer um viagem de Mértola até à capital do barro leiriense directamente, por certo não lhe deve apetecer andar a pé antes de se deitar. Uns momentos de cavaqueira e toca a deitar que no sábado chega o Manel...
Logo no sábado, chegou a Amália e o Manuel Reis, seu marido, que de Vila Real desceu também à  terra do ti Luís Santo para se encontrar com a filha, genro , mano, cunhada Saudade e demais família que nesta região, e não só, fez ninho.
Vinham para passar uns dias de férias em nossa companhia, mas um inesperado telefonema  alterou as previsões. Do reino do "charuto de Havana" chegou a noticia que com destino à  Alemanha a mãe do Alvarito  passava por Lisboa, e neste caso os pais não podiam perder esta oportunidade de se encontrar com eles. Assim aconteceu.
 Aproveitamos para em conjunto almoçar no Ka-Te-Kero, da Isabel dos 13, tirar uma foto à minha gente, e vai de nos despedir e deixá-los em férias. Não faltou a presença do Raul Afonso que o João Paiva e Maria Afonso fez o favor de nos dar a ver, e o qual de dentro do carro ainda deu uma das suas inconfundíveis buzinadelas orais.


Estado de calamidade




Continua tudo como dantes: o país está entregue ao clientelismo governamental, dependente do crescimento externo e condenado à dívida. Esta é que é a calamidade que explica as outras calamidades.
Ironias à parte, o estridente anúncio do «estado de calamidade» proclamado pelo primeiro-ministro em cerca de metade dos concelhos do país – dois meses depois de Pedrógão Grande, onde a incúria e a incompetência das autoridades deixaram morrer perto de 70 pessoas sem que qualquer tipo de responsabilidade tenha sido apurado! – apenas confirma o estado efectivamente calamitoso em que a «geringonça» precipitou o país com a reversão sistemática das medidas do anterior governo perante a bancarrota a que Sócrates levara o país em 2011!
A tardia iniciativa do primeiro-ministro, à qual fugira aliás durante a tragédia de Pedrógão, negando até hoje qualquer responsabilidade do Estado pela forma como a floresta portuguesa tem ardido há décadas, destina-se apenas a quebrar o ciclo da calamidade política em curso. Calamitosos são, também, os sucessivos incidentes inadmissíveis do roubo de Tancos até ao da árvore que matou tanta gente no Funchal como os terroristas na Catalunha!
Com efeito, ao mesmo tempo que se serve do «Expresso» de ontem para anunciar um «pacto futuro com a «direita», a entrevista destina-se sobretudo a tentar mudar o sentido de uma conjuntura política adversa a António Costa. A declaração de calamidade começa, aliás, por reforçar os meios autoritários do Estado a fim de apertar ainda mais o controle sobre a comunicação («Expresso», página 3 do caderno 1), como de resto já sucede por intermédio de uma funcionária que debita o relatório diário do governo sobre os fogos. Entretanto, a ministra da Administração Interna ainda teve a inoportunidade de dizer que «a GNR não mandou as pessoas para a estrada da morte em Pedrógão». Era o que faltava! O que a GNR deveria ter feito, obviamente, era dizer às pessoas para não se meterem por essa estrada fatal!

Foi preciso a insistência dos jornalistas do «Expresso» para o primeiro-ministro declarar, finalmente!, que a culpa do que se passou em Pedrógão «não morrerá solteira». Vamos ver se não se esquece da promessa… Em Tancos, em contrapartida, «não se passou nada»: não houve vexame para as Forças Armadas e para quem as paga, nem perante a NATO! Para nos darmos conta do estado calamitoso a que a vida política chegou, basta imaginar por um segundo aquilo que a comunicação social não andaria a exibir e a difundir hora a hora se, porventura, a «direita» estivesse actualmente no poder. É para isso que o poder serve também!

O estado de efectiva calamidade que se vive em Portugal só pode ter-se agravado com a aliança contra-natura do PS com os partidos da chamada extrema-esquerda, os quais fazem da reivindicação populista o pão de cada dia à custa de uma economia periclitante e de umas finanças inexistentes. Foi o próprio aparelho de Estado que se tornou calamitoso ao absorver grande parte do desemprego com funcionários destituídos de produtividade mensurável mas que, em compensação, aprisionam cada vez mais as corporações aos governantes no poder. Neste campo, sem qualquer espécie de plano ou mera prudência, reina o «regabofe» com a consequência, a prazo, da insolvência dos sistemas de pensões num dos países mais envelhecidos do mundo!
Para esconder tais realidades, desde os incêndios sem responsáveis às vãs promessas do governo, a única coisa que vale ao primeiro-ministro é exibir as melhorias aparentes da economia. E não hesita em anunciar – não custa nada! – que a próxima década será de convergência com a UE. Não é o que dizem as estatísticas! Segundo o EUROSTAT da semana passada, dez anos depois do início da grande recessão, a recuperação da economia europeia, avaliada pela variação do PIB no segundo trimestre de 2017, revela um crescimento médio de 0,6% inter-trimestral e 2,3 inter-anual. Ora, Portugal está entre os 11 países situados abaixo da média europeia. Não será assim que convergimos!
O PS e os seus porta-vozes na comunicação social começaram por omitir que a recuperação da economia portuguesa já estava em curso quando a «geringonça» assumiu o poder; depois, atribuíram-na às chamadas reversões; a seguir, à criação de emprego estatal e para-estatal; mais recentemente, ao aumento do turismo e, ultimamente, às exportações, as quais se devem, na realidade, ao crescimento de países economicamente austeros como a Espanha.

Para terminar, a propaganda governamental omite, obviamente, o facto estrutural de o aumento das exportações de baixo valor acrescentado, como sempre foi o caso do turismo e não só, fazer crescer ainda mais as importações, mantendo-se portanto os défices seculares da balança comercial e financeira. Continua, pois, tudo como dantes: o país está entregue ao clientelismo governamental, dependente do crescimento externo e condenado à dívida. Esta é que é a calamidade que explica as outras calamidades.

Conversa Fatal


domingo, 20 de agosto de 2017

Trás-os-Montes, o Nordeste, retratado por Rentes de Carvalho

  

A convite da Fundação Francisco Manuel dos Santos, J. Rentes de Carvalho lançou recentemente um ensaio sobre Trás-os-Montes e o Nordeste Transmontano. E logo nas primeiras linhas nos diz que preferia, agora, lançado o repto, “refilar contra Portugal inteiro”, do que ver-se “a braços com a própria carne”.
Rentes de Carvalho observa, melancólico, a sua gente na aldeia dos Estevais. Os rapazes da sua geração, vê-os agora sair de manhã cedo “trôpegos e doentes”. Um de tractor, outro em burra manca, outro a pé com o cão ao lado, iludidos “que vão para um trabalho”.
Neste retrato melancólico, o autor vai ao enterro da Ermesinda, na companhia do senhor Antero, cujas terras estão quase todas ao abandono. E as recordações de tempos idos, voltam à memória. Os anos 50, negros para a Região (e para o País). Episódios desse tempo, colocam a nu uma “das mais atrasadas regiões da União Europeia, que em abandono e vergonhoso desleixo do governo central, talvez só se compare ao Nordeste da Roménia e à região de Severozapaden na Bulgária”.
As causas estão lá bem atrás, nos idos 50. Com apenas a Linha do Sabor, uma única estrada macadamizada, sem electricidade, com água da fonte de mergulho. Dos costumes e das práticas, a “sujidade era medieval”, com as ruas da aldeia cobertas de palha para ser recolhida como estrume (adubo). As doenças eram aos punhados e a pobreza também. Vai buscar à memória o “isqueiro” que se usava e a poupança de um fósforo, transcrevendo, dorido, um texto de H.G. Wells, publicado em 1924 (antes, portanto, do Doutor Salazar), sobre o Portugal de então (p. 19).
Embora as palavras doam, no Nordeste Transmontano de hoje, observa-se o desânimo nos rostos. A falta de actividade, o escasso consumo, nos hospitais e escolas (que fecham por falta de crianças). Contudo, a ilusão e os slogans (a urgência de lutar contra a desertificação), nada valem contra a realidade nua e crua. “Um subsídio aqui, um IC5 além, podem dar uma aparência de melhoramento e movimento, mas a realidade é a de boas estradas sem trânsito e fundos que em geral derretem antes de atingirem os objectivos a que se destinavam”. É este o drama da Região, que se torna preza de caciques e clientelas por ser pobre.
Percebe-se porque razão RC preferia refilar com o País inteiro. Porque aquilo que reclama contra a sua gente podia incrustar-se ao país inteiro: atrasado, dominado pelo clientelismo, caciquismo e CORRUPÇÃO.
Ao Turismo dedica o 2º capitulo. Alude ao “Lange Traject” entre Moncorvo e Miranda, no Verão de 1996; aos apoios das gentes nordestinas, ao bonzo que em Lisboa chefiava uma repartição de Turismo (nota 5, p. 25), à conversa entre uma rapariga holandesa, “loira, linda”, com um homem de uma das aldeias onde pernoitaram, e aos apoios financeiros holandeses e camarários do Nordeste.
Da linhagem do autor tratou o clínico holandês que o analisou em 1964. E o próprio na página 32. Um fiel retrato do Transmontano, encontra-se nas páginas 33, 34 e 35 do 3º capítulo. As restantes páginas das 76 do ensaio, deixamo-las para o leitor.
Se para muitos este retrato abusa pelo pessimismo, desenganem-se. É um retrato genuíno, realista, conciso, sem alardes, carregado, por vezes, de grande humor.      
Rentes de Carvalho, além de ser um escritor de excelência, é um homem sério. Acerta na mouche em toda esta reflexão.                Armando Palavras

sábado, 19 de agosto de 2017

A Antologia Transmontana é agora uma realidade


A 11 dias de encerrar a lista definitiva dos autores transmontanos, durienses e da Beira Transmontana que irão fazer parte do elenco da Antologia da Casa Transmontana de Lisboa, a publicar no inicio do ano 2018, estamos em condições de afirmar que ultrapassou as nossas expectativas iniciais. Se muitos dos objectivos (colectivos) foram conseguidos, alguns nem tanto. Mas entre aqueles a que nos propúnhamos, alguns foram bastamente alcançados. O equilíbrio entre feminino e o masculino, por exemplo, é um deles. As Mulheres Transmontanas estão magnificamente representadas, tanto em quantidade como em qualidade. Dos restantes trataremos em prefácio quando o volume sair a público.
Resta acrescentar que, neste momento, se receberam os trabalhos de 83 autores e que dos 35 concelhos que compõem a geografia abarcada pela Casa Transmontana desde a sua fundação, apenas não estão (ainda) representados cinco (5) – coisa residual: Alijó, Boticas, Ribeira de Pena, Sabrosa (norte do Douro), e Tarouca (sul do Douro).

Actualizado a 21 de Agosto de 2017

O humor nunca é tão negro quanto o futuro


Alberto Gonçalves - OBSERVADOR

Ninguém se incomoda com insultos a europeus ou a cristãos. Porém, dia após dia, surge um “escândalo” alusivo ao que X disse da maravilhosa “cultura” cigana, ou Y disse da “comunidade LGBTQRONVS§#™‰*$”.

Um alegado humorista, que sinceramente desconheço, escreveu algures uma graçola sobre a “xenofobia” de Pedro Passos Coelho e a doença da mulher dele. Num ápice, inúmeras pessoas, muitas das quais tenho por decentes, lançaram-se para as inevitáveis “redes sociais” a insultar o alegado humorista, a providenciar-lhe publicidade gratuita e, em certos casos, a tentar, sem dispôr dos meios, reproduzir os métodos usados pela oligarquia para silenciar dissidências.



É verdade que, à semelhança de diversos colegas, o alegado humorista é pelos vistos avençado da oligarquia. É verdade, segundo li, que é pago pelos contribuintes por umas rábulas de revista na rádio pública. E é verdade que bater em Pedro Passos Coelho, inclusive pelas razões mais absurdas, talvez lhe confira créditos junto dos respectivos chefes. Mas também é verdade que criaditos do poder não faltam, que os contribuintes pagam à força o salário a multidões de matarruanos (mesmo descontando os familiares do prof. dr. Carlos César) e que a voracidade com que idiotas sortidos decretam a irrelevância de Pedro Passos Coelho é proporcional ao pavor que, com ou sem motivo, este teimoso indivíduo lhes inspira.
O que importa, em todo o insignificantíssimo episódio, é o facto de o alegado humorista ter o direito de se aliviar das atoardas de que gosta e a chatice de ouvir de volta atoardas de que não gosta – pretender o contrário é próprio da esquerda que o moço serve. A liberdade de expressão – cansa repetir – inclui a liberdade de se exprimirem coisas que nos são repulsivas, maçada que vale para piadas de oncologia, referências ao dialecto do dr. Costa ou manifestações contra “minorias”. Os recentes acontecimentos em Charlottesville, Virgínia, são um exemplo adequado.
Por grotesco que pareça, os “supremacistas brancos” deviam ser livres de berrar as alucinações que os embalam sem se verem importunados, ou publicitados, por “activistas” diversos, para cúmulo possuídos por aversões similares: ao capitalismo, às multinacionais, aos judeus, ao “sistema”, ao que calha. Calhou de discordarem acerca de alguns dos “grupos” a combater, e é pena. Unidos, ambos os gangues conciliariam a vontade vã de uns em expulsar os seus ódios de estimação do território americano com o esforço consumado dos outros em expulsar os seus ódios de estimação das universidades americanas. E prosperariam enfim.
Em abono do rigor, o totalitarismo já prospera, obrigadinho. Nos EUA e aqui, criaturas radicalmente desprovidas de utilidade teimam em vigiar a linguagem e decretar os limites do “admissível”. E, cá como lá, a sanha persecutória é menos consequente nos supremacistas brancos do que nos vermelhos. Ninguém se incomoda com insultos a europeus ou a cristãos. Porém, dia após dia, surge um “escândalo” alusivo ao que X disse da maravilhosa “cultura” cigana, ou ao que Y disse da “comunidade LGBTQRONVS§#™‰*$”, ou ao que Z pensou em dizer do prodigioso governo que nos ilumina. É estranho um mundo onde os beatos do Bloco ou a namorada do ex-presidiário Sócrates se sentem habilitados a julgar – e se esgadanham para castigar – as opiniões alheias. Ou, dado que a deturpação é abundante, a amálgama de mentiras em que transformam as opiniões alheias.
Para os distraídos, estamos a falar de gente com credibilidade idêntica à de um astrólogo (com ofensa aos astrólogos). São anti-fascistas que professam o comunismo ou participam com zelo num regime influenciado por comunistas. São feministas que se borrifam para a humilhação das mulheres ciganas. São democratas que aplaudem o regime venezuelano. São lobistas “gay” que se apaixonam pela Palestina. São ecuménicos que abominam as religiões ocidentais. São opositores do racismo que compreendem os racistas do islão. São indignados com a xenofobia que insultam os espanhóis e os alemães e os ingleses que nos visitam e sustentam a nossa reles economia. Ainda assim, procurar calar essa gente seria imitar-lhe os princípios. O que interessa é recusar que, à conta da intimidação, essa gente nos cale a nós.
Pedro Passos Coelho foi criticado por criticar uma lei perigosa, a que permite a permanência em Portugal a estrangeiros cadastrados ou, cito a expressão que suscitou o pânico, a “qualquer um”. Agora, em Barcelona, confirmou-se pela enésima vez aquilo de que “qualquer um” é capaz. Os gritos de “racismo” dirigidos ao líder do PSD não se distinguem das afirmações de valentia e dos apelos à fraternidade universal exibidos após cada atentado. Trata-se, na melhor das hipóteses, da cedência infantil a clichés. Na pior, é má-fé, e o som de uma civilização a entregar-se, deliberada e jovialmente, ao próprio fim. Haverá um humorista a sério para brincar com isto?

63 - Antologia CTMAD - ANTÓNIO VERMELHO DO CORRAL


- Formação académica e profissional: Administração Ultramarina; Ciências Sociais e Políticas; Ciências Antropológicas e Etnológicas; cursos complementares académicos e de formação profissional.
- Docência: Professor de Sociologia na Escola de Enfermagem de São José de Cluny, Funchal; na Escola de Enfermagem Artur Navarra, Hospital de Santo António, em Lisboa; e na Força Aérea Portuguesa, Centro de Instrução da Ota (Cursos de Sargentos e Oficiais).
Literatura e Português no Seminário do Funchal; Português, História, Geografia e Ciências Sociais em estabelecimentos de ensino públicos e privados.
Assistente e Assistente convidado da Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa (FCSH/UNL – Departamentos de Geografia e Planeamento Regional e de Antropologia).
Professor Auxiliar convidado e Secretário-Geral: Universidade Internacional (UI); Instituto Superior Politécnico Internacional (ISPI); Universidade Internacional da Figueira da Foz (UIFF).
Coordenador do Instituto de Investigação Científica e de Pós-Graduação da UI.
Docente na Universidade Lusófona de Humanidades e Tecnologias (actualmente).
Delegado Nacional dos Professores licenciados em Ciências Sociais junto do Ministério da Educação Nacional.
- Investigação: Investigador, formador e consultor técnico em Ciências Sociais Aplicadas da Empresa ANTROPOS – Sociedade de Estudos de Sociologia e Antropologia, Limitada (15 projectos); Estudo sobre o impacto social para o lançamento de um plano de rega na margem esquerda do rio Tejo, na área sul do Ribatejo, FCSH/UNL (IICT e Departamento de Geografia e Planeamento Regional); pesquisa etnológica das etnias Mumuílas, Mucuíssas e Mucubais, em Angola; estudos sobre a situação recente dos índios ou seus descendentes nos Estados do Texas e do Novo México (EUA).
Bolseiro da ex-Emissora Nacional e do Instituto de Investigação Científica e Tecnológica (IICT).
- Áreas de interesse: Etnologia Regional; Medicina Popular e Tradicional; Antropologia do Simbólico, Antropologia Jurídica; Processo ritual e tradição em comunidades rurais.
Como membro de Associações Científicas tem participado activamente nos respectivos trabalhos e apresentado diversas comunicações em congressos, seminários, colóquios, palestras e conferências, com trabalhos publicados.
- Actividade Técnico-profissional: Director do Emissor Regional do Arquipélago da Madeira (ERAM – ex-EN); Secretário da Comissão Consultiva para os Refugiados (MAI), cujos serviços montou e organizou, quando Secretário Geral do Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (ACNUR) o dinamarquês Senhor Poul Hartling, que os considerou como os mais eficazes, mais eficientes e melhor organizados no mundo; Gestor Executivo do Projecto de Assistência Jurídica assinado entre o Governo Português (MAI) e o Alto Comissariado das Nações Unidas Para os Refugiados (ACNUR-ONU); Membro de Grupos de trabalho preparatórios em áreas específicas para a entrada de Portugal na CEE; Participação posterior em Grupos de trabalho por áreas específicas inclusive a primeira Presidência de Portugal na CEE (hoje UE) no primeiro Semestre de 1992; Membro do Grupo de trabalho para os aspectos operacionais e de coordenação para execução do Tratado sobre Forças Convencionais na Europa (CFE) ligado ao processo da Conferência de Segurança e de Cooperação na Europa (CSCE); Director da Direcção Regional de Faro do SEF/MAI, a segunda maior do País.
- Outras: Presidente da Secção de Antropologia, Vice-Presidente da Secção de Etnografia e da Comissão de História e Filosofia das Ciências, Secretário da Secção de Estudos do Património, da Secção de Instrução Pública, da Secção de Turismo e da Secção de Ciências da Comunicação, e vogal de outras Comissões e Secções da Sociedade de Geografia de Lisboa; Vice-Presidente da Assembleia Municipal do concelho de Figueira de Castelo Rodrigo no período 2005/2009; Director do jornal regional ECOS DA MAROFA, com sede em Figueira de Castelo Rodrigo, Janeiro-2007/Agosto-2011. Presidente da Mesa da Assembleia Geral da Associação dos Arqueólogos Portugueses (Museu do Convento do Carmo).
Colaboração em jornais, revistas e na Enciclopédia VERBO. Pertence a várias instituições científicas.
- Bibliografia Principal: Direito de Asilo e Estatuto do Refugiado, compilação de legislação, Lisboa, 1981, edição SEF/MAI; Medicina Popular Tradicional. Religião, Superstições na Cultura Ribacudana. Edição da C. M. do Concelho de Figueira de Castelo Rodrigo. I vol. 2004 e II vol. 2005; Processo Ritual e Tradição em Portugal a partir da Cultura da Zona de Riba Côa. Figueira de Castelo Rodrigo, Editora Apenas Livros, I vol. 2012 e II vol. 2013, com apoio da SGL.
- Sócio fundador e Director da APSPCI; sócio fundador e Director do IHBC; sócio fundador da CIT.


 O trabalho que enviou para a Antologia intitula-se: "A ENCULTURAÇÃO COMO PROCESSO DE APRENDIZAGEM".

Rica tarde


por : Costa Pereira  Portugal, minha terra

Depois de tanta festa junto à porta, uma vez acabada a barulheira fazia falta desopilar e nada como um passeio até à Praia do Pedrogão para satisfazer a vontade. Com boleia no fim de almoço até ao Largo dos 13, para na Isabel tomar o cafezinho da ordem, onde alguém do grupo teve a ideia de sugerir uma passeata pela orla marítima.
E por volta das 16h00 lá estava a Helena ao meu portão para com a tia Saudade, mais a Idalina e eu, descermos da Bajouca para nos conduzir a ver o mar.
Família grande, ali se foram encontraram no areal com o João e a Maria, ali em férias. De forma tal  que nem os pés molharam.
Como é tradição minha fico no "Paredão" e ali tomo o meu banhinho seco de sol, e vejo dali o mar, o extenso areal e ao mesmo tempo as barracas da praia e ... as da Avenida Marginal. Ao menos ali sempre encontro alguém  conhecido que como eu parece ser alérgico  ás areias marinhas. Ou não foi com intensão de se refrescar com água salgada.
Resultado: obriguei a todos, deixar a areia e vir ter comigo para lancharmos no Pires. Depois quem veio, veio; e quem ficou, ficou. Rica tarde.

sexta-feira, 18 de agosto de 2017

Família Espirito Santo

Carlos de Matos Gomes


A notícia de que a família Espirito Santo não tinha um único bem em seu nome elucidou-me sobre o tipo de sociedade em que vivemos, aonde chegámos. Juristas meus amigos garantiram-me que é perfeitamente legal um cidadão, ou cidadã, ou uma família não ter qualquer bem em nome próprio. Nunca tinha colocado a questão da ausência de bens no quadro da legalidade, mas no da necessidade.